segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Momento


     Fazia frio, mas as mãos suavam freneticamente. Os olhos se encontravam esperançosos, flamejantes de curiosidade. A cada palavra dita o sangue subia. As maçãs dos rostos ficavam vermelhas como morango, era a timidez pairando no ar. Mas, enfim, as palavras saíram todas e os olhos se encontraram felizes, as mãos se tocaram.
     Era um momento mágico, que durou a eternidade de um segundo. Tudo que desejava-se em sonhos, tornou-se realidade naquele momento. A vida continua igual a antes, mas com o único diferencial de ser um em comunhão com outra pessoa.

Raul Seixas


     Louco ou Gênio? Com certeza são muitos os adjetivos que encontramos para classificar o músico e compositor Raul dos Santos Seixas, nascido em 28 de Junho de 1945, em Salvador na Bahia. Filho de Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas. Em sua infância teve forte influência do rock'n'roll americano e da boa e velha música nordestina, como o baião e o xaxado. Essa mistura de estilos originou o som que Raul Seixas nos deixou de herança.
     Em 1962 Raul montou sua primeira banda, Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde se tornaria The Panthers e finalmente Ralzito e os Panteras.
     Com o apoio de Jerry Adriani Ralzito e os Panteras saíram em turnê abrindo os shows do Jerry. Em 1968 gravaram o seu primeiro LP que não alcançou a repercussão de nível nacional que Raul tanto almejava. Com isso voltou para Salvador possivelmente pretendendo abandonar a música. Mas (para nossa sorte) saiu novamente da Bahia e se tornou produtor na CBS, onde produziu e compôs músicas para Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio, entre outros da época. Perdeu o emprego por produzir e gastar dinheiro sem o conhecimento dos seus superiores na produção do LP, "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10". (Ô nomezinho grande pra um disco).
     A fama nacional só veio mesmo em 1972 quando Raul conseguiu classificar duas músicas no Festival Internacional da Canção (promovido pela Rede Globo). Participou com "Let Me sing Let Me Sing" (com a qual chegou as finais) e "Eu Sou EU, Nicuri é o Diabo". Por ter se saido bem, conseguiu contrato com uma gravadora, a Philips Phonogram. Lançando o compacto "Let me Sing, Let me Sing". Seu segundo compacto, "Ouro de Tolo", foi seu primeiro grande sucesso.
     Em 1973 lançou o LP "Kring-Ha Bandolo!" com as primeiras músicas que compôs em parceria com o companheiro de estudos esotéricos Paulo Coelho. Raul e Paulo começaram a formar em parceria o grupo Sociedade Alternativa, anarquista, baseado na doutrina de Aleister Crowley e também destinado a estudos esotéricos. No mesmo ano Raul, Paulo e as respectivas esposas (Edith e Adalgisa) foram exilados nos Estados Unidos, por causa da iniciativa de criar a Cidade das Estrelas.
     Voltaram ao Brasil em 1974 em meio ao sucesso do LP, "Gita", possivelmente o seu lançamento com maior número de vendas e melhor repercussão, ganhando discos de ouro e participando da trilha sonora da novela O Rebu (exibida entre 04/11/1974 e 11/04/1975). Lançou, após esse, vários outros LPs de sucesso como, "Novo Aeon", "Há 10 Mil Anos Atrás" (último em parceria com Paulo Coelho), "Raul Rock Seixas", "O Dia Em Que a Terra Parou".
     Após uma fase de crise, na qual as vendas caíram e houve um boicote de gravadoras, estourou novamente em 1978 com a música "Carimbador Maluco" do LP "Raul Seixas", parte do especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo. Seguiram-se os discos "Metrô Linha 743", Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com o que seria seu último grande hit, "Cowboy Fora da Lei") e "A Pedra do Gênesis", que deveria ser apenas parte de um projeto maior chamado Opus 666 que não chegou a ser lançado).
     No início da década de 80 Raul Seixas começou a apresentar problemas de saúde, consequencia do consumo exagerado de álcool. Apesar disso não parou de lançar discos e projetos: "Mata Virgem", "Por Quem os Sinos Dobram", "Abre-te Sésamo", são apenas alguns exemplos.
     Em 1988 Raul passou a compor, gravar e fazer shows com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus.
     Em 21 de Agosto de 1989 Raul Seixas morre de um ataque cardíaco em virtude de problemas causados pela bebida. Estranhamente após a sua morte teve o seu talento mais reconhecido do que nunca, conseguindo a cada dia mais seguidores, sendo lançados registros inéditos e coletâneas, todos grandes sucessos com ótimas vendas.
     Se quiser dar uma olhada na discografia completa desse grande artista brasileiro acesse Território da Música e dê uma conferida.

E assim termina essa primeira postagem de uma serie na qual trarei a biografia de grandes nomes da música brasileira e outras pessoas que fizeram a diferença no mundo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Mininu das Idéias


     Estou começando uma serie aqui onde irei divulgar um blog por semana (ao menos assim pretendo). Todos os domingos vou trazer uma nova idéia, novos ares pra quem quiser.
     Hoje trago um blog onde você encontra cultura, esporte, política e informação. Tudo isso e muito mais só no blog do renomado Kaic Torres. Se você busca variedade de conteúdo com certeza esse é o lugar certo. Acesse O Mininu das Idéias e descubra um jeito novo de ver as coisas.

A Arte


     Por mais que as pessoas não gostem dela, a Mentira é uma das mais belas artes que o homem criou. Pense o que seria dos atores sem o poder de fingir ser o que não são. A verdade é linda também, mas, por algum motivo, as pessoas amam a mentira. Mil e uma faces, centenas de máscaras, agradando a gregos e troianos.
     Embriagante é a sensação de liberdade que contar uma mentira causa. Poder escapar do fundo do poço apenas criando uma história convincente. Muitos pregam que devemos sempre falar a verdade... Me pergunto se está dando certo com eles, ou se mentem também.
     Não estou fazendo apologia a mentira. Viver a verdade é algo bom, mas é muito difícil. Só quero dizer que a mentira é necessária para completar a verdade, assim como o mal completa o bem.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Família da Natureza


    Dispersou-se no horizonte o último raio de Sol que eu podia ver e com isso caiu a desesperada noite sobre a Terra. Os violentos ventos trazidos pelo oceano acariciam a desnuda areia branca, iluminada apenas pela Lua. O Céu e o Mar beijam-se na linha do horizonte, onde tornam-se um só. Grandes nuvens choram e buscam umas as outras para se consolar, abraçam-se soltando gritos de lástima e dor, iluminando o Céu com isso.
     Algumas vezes dois ventos amigos começam a brincar, correndo em círculos fazem a união entre céu e terra. Na dança da Terra, longas placas se movem em ritmo lento, mas quando o passo acelera o batuque aumente e as vibrações se espalham pelos continentes. E quando a areia da praia briga com as ondas, elas chamam o pai pra resolver, e logo vem o Tsunami para castigar a praia. Só que, geralmente, ele exagera um pouco.
     Assim é essa grande família que chamamos fenômenos da natureza, sempre se divertindo, em alegria.

Para Refletir..... (12)

     Ainda me surpreende que nessa sociedade tão desenvolvida, o que mais se vende por ai é o corpo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Quarta-feira, 6:30 AM, 12/09/2001


     Acordei nesse dia frio do inverno e sentei na cama, pensativo. Olhei para minha estante cheia de livros. Pude ver alguns títulos, tinha romance, ficção, suspense. Mas o que me chamou a atenção realmente foram os títulos religiosos. Vi livros de Budismo, Islamismo, Cristianismo e Hermetismo. Eles eram diferentes uns dos outros, mas tinham algo em comum: todos tinham a explicação. Me perguntei qual deles estava certo. A resposta? Bom, na minha opinião, nenhum!
     Aqueles livros apresentavam coisas úteis, e outras nem tanto. Quando percebi isso, resolvi deixar eles pra lá e seguir o meu próprio caminho. Se a felicidade está em fazer o que é certo e o que é bom, não preciso de um livro pra me dizer isso.
     Depois de minha reflexão pensei em largar aqueles livros no esquecimento. Mas como os que viriam depois de mim iam refletir sobre o que eu refleti? Guardei-os então para que no futuro a nova geração não cometa os mesmos erros que nós cometemos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pequena Reflexão a Noite


     Surpreendo-me com a motivação humana que nos leva a querer a aceitação do público. Afinal o que é isso que nos faz querer que uma pessoa, ou um grupo de pessoas, preste atenção em nós? Seria isso egoísmo ou simplesmente instinto de sobrevivência? Aquela antiga necessidade de chamar a atenção para dar continuidade a espécie? No fim acho que uma pessoa se sente bem quando vê que seu trabalho é reconhecido e ser admirado por causa disso. O prazer de um artista plástico é ver as pessoas contemplando sua escultura. O prazer de um esportista, além da competição em si, é ganhar e sentir o prazer da multidão gritando em sua homenagem. O de um escritor é ter suas palavras lidas.
     Gosto da idéia de essas coisas trazerem prazer a vida. Afinal qual seria o sentido da vida se ninguém soubesse que você existe? (Talvez alguém encontre essa resposta, vou esperar até lá) Imagine a vida sem aquele momento de total alegria onde nada parece faltar, onde o mundo todo parece estar completo. Ia ser difícil, talvez seja por isso que procuremos o reconhecimento pra preencher alguma lacuna em nossas vidas que não encontramos no dia-a-dia.

Um pouco sobre mim

Minha foto
João Pessoa, Paraiba, Brazil
Um cara de ideias simples, um pouco confuso as vezes. Que ama, que ri, que chora, que vive. Que contempla a beleza da vida com olhos de admiração e crítica. Assim sou eu ^^